Uma crise de liquidez normalmente surge quando o mercado passa por volatilidade ou incerteza extremas, muitas vezes desencadeadas por eventos econômicos, instabilidade financeira ou riscos sistêmicos. Durante essa crise, instituições financeiras e investidores podem não estar dispostos ou não conseguir fornecer a liquidez necessária, resultando em uma queda acentuada na disponibilidade de dinheiro e ativos líquidos.
Por exemplo, durante a crise financeira de 2008, vários fatores, incluindo a queda nos preços dos imóveis e o aumento das taxas de inadimplência em hipotecas, corroeram a confiança nas instituições financeiras. Isso levou a um congelamento nos mercados de crédito, em que os bancos ficaram relutantes em emprestar uns aos outros, reduzindo significativamente a liquidez em várias classes de ativos.
Em muitos mercados, uma crise de liquidez pode ter consequências de longo alcance, levando a distorções de preço, aumento da volatilidade e potenciais colapsos de mercado. Conceitos relacionados incluem risco de liquidez, que reflete a potencial dificuldade de vender ativos rapidamente sem incorrer em perdas significativas, e profundidade de mercado, que mede a oferta e a demanda por um ativo em vários níveis de preço.
